O que é Budismo? (parte 2 de 2)

No Budismo,[1]  o objetivo supremo é romper o ciclo de renascimento e alcançar a iluminação ou nirvana.  Nirvana é um estado transcendental no qual não há sofrimento, desejo ou sentido de eu.   O Buda, entretanto, não deu uma definição completa de nirvana.  Vale notar que o termo Buda se refere mais comumente ao fundador do Budismo, Sidarta Gautama, mas qualquer pessoa que alcançou a iluminação plena, ou nirvana, pode ser chamada de um Buda. 

Na maioria dos grupos e tradições religiosos a crença chave é a aceitação de um Ser Supremo, em outras palavras, um Deus criador.   Em todas as tradições budistas, entretanto, a crença chave é a importância da meditação.  É considerada o caminho para a libertação - o fim do sofrimento humano.  Os budistas não acreditam em um Deus criador ou pessoal. De fato, o Budismo rejeita essa noção e considera Deus uma resposta ao medo e frustração humanos. De acordo com a ideologia budista, os humanos criaram a ideia de Deus para se consolarem em um mundo hostil e cheio de medos.

deuses e o mostra sujeito à lei cármica.

O conceito de Karma existia antes do advento do Buda (Sidarta), mas ele o definiu e explicou.  Em palavras simples, a lei do carma explica as desigualdades que existem entre as pessoas.  De acordo com o Budismo, a desigualdade é o resultado de nossas próprias ações passadas e atuais.  Nós mesmos somos responsáveis por nossa própria felicidade e miséria.  Criamos nosso próprio Paraíso ou Inferno. Somos de fato os arquitetos de nosso próprio destino.   O Budismo nos diz que nada é fixo ou permanente, que a mudança é possível e as ações têm consequências.   Um conceito que pode ser comparado à teoria cristã de colher o que se plantou ou o versículo do Alcorão que afirma:  

"Se praticardes o bem, este se reverterá em vosso próprio benefício; se praticardes o mal, será em prejuízo vosso." (Alcorão 17:7) 

Em contraste direto com a crença budista, o Islã ensina que há um Deus criador e todo-poderoso, sustentador do universo, misericordioso e perdoador.   Está sozinho, sem parceiros ou associados.

De acordo com muitos sites e livros budistas, o Budismo não tem a ver com acreditar ou não em Deus, mas com reconhecer que essa crença não é útil quando se tenta alcançar a iluminação.   O Budismo não é ateísmo. É, essencialmente, não teísmo.  Por que então, você pode se perguntar, é comum ver pessoas em toda a Ásia orando ou fazendo oferendas devocionais a representações ou iconografias do Buda? 

No século 5 aEC, depois que Sidarta supostamente alcançou a iluminação, o Buda e seus seguidores viajaram por toda a Índia propagando a mensagem.  O Budismo, em suas várias formas, logo passou a ser encontrado em toda a Índia e Sri Lanka, sudeste da Ásia, Coreia, Japão, Tibete, Nepal e Mongólia.  Até hoje, tantos anos depois, o Budismo continua a se espalhar no mundo ocidental.

NOTAS DE RODAPÉ:

  1. Veja as notas de rodapé do artigo 1 e (http://www.buddhist-tourism.com/buddhism/)


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