A Bíblia Nega a Divindade de Jesus (parte 1 de 7): Escritores da Bíblia

Cristãos e muçulmanos acreditam em Jesus, o amam e honram.  Entretanto, estão divididos em relação à sua divindade.

Felizmente essa diferença pode ser resolvida se referirmos a questão tanto à Bíblia quanto ao Alcorão, porque tanto a Bíblia quanto o Alcorão ensinam que Jesus não é Deus.

Está claro o bastante para todos que o Alcorão nega a divindade de Jesus e, por essa razão, não precisamos despender muito tempo explicando isso.

Por outro lado, muitas pessoas não entendem a Bíblia. Sentem que a crença em Jesus como Deus é tão propagada que deve ter vindo da Bíblia.  Esse artigo mostra de forma muito conclusiva que a Bíblia não ensina isso.

A Bíblia claramente ensina que Jesus não é Deus.  Na Bíblia Deus é sempre outro além de Jesus.

Alguns dirão que algo que Jesus disse ou fez durante sua estada na terra prova que ele é Deus.  Mostraremos que os discípulos nunca chegaram à conclusão de que Jesus é Deus.  E aquelas foram pessoas que viveram e caminharam com Jesus e, portanto, sabiam em primeira mão o que ele disse e fez.  Além disso, nos é dito em Atos dos apóstolos na Bíblia que os discípulos estavam sendo guiados pelo Espírito Santo.  Se Jesus é Deus, certamente eles deviam saber.  Mas não sabiam.  Continuaram adorando o único e verdadeiro Deus que era adorado por Abraão, Moisés e Jesus (ver Atos 3:13).

Todos os escritores da Bíblia acreditavam que Deus não era Jesus.  A idéia de que Jesus é Deus não se tornou parte da crença cristã até após a Bíblia ser escrita e muitos séculos se passaram até se tornar parte da fé dos cristãos.

Mateus, Marcos e Lucas, autores dos três primeiros evangelhos, acreditavam que Jesus não era Deus (ver Marcos 10:18 e Mateus 19:17). Acreditavam que ele era o filho de Deus no sentido de ser uma pessoa virtuosa.  Muitos outros também são igualmente chamados filhos de Deus (ver Mateus 23:1-9).

Paulo, considerado o autor de treze ou quatorze cartas na Bíblia, também acreditava que Jesus não é Deus.   Para Paulo Deus primeiro criou Jesus e então usou Jesus como agente para criar o resto da criação (ver Colossenses 1:15 e 1 Coríntios 8:6). Idéias semelhantes são encontradas na carta aos Hebreus e também no evangelho e cartas de João, compostos setenta anos depois de Jesus.  Em todos esses escritos, entretanto, Jesus continua uma criatura de Deus e, como tal, para sempre subserviente a Deus (ver 1 Coríntios 15:28).

Porque Paulo, João e o autor de Hebreus acreditavam que Jesus foi a primeira criatura de Deus, parte do que escreveram mostra claramente que Jesus era um poderoso ser preexistente.  Isso é com frequência entendido de forma equivocada que ele deve ter sido Deus.  Mas dizer que Jesus era Deus é ir contra o que esses mesmos autores escreveram.  Embora esses autores tivessem essa crença posterior de que Jesus era superior que todas as criaturas, também acreditavam que ele continuava inferior a Deus.  De fato, João cita Jesus dizendo: “... o Pai é maior que eu.” (João 14:28). E Paulo declara que a cabeça de toda mulher é seu marido, a cabeça de todo homem é Cristo e a cabeça de Cristo é Deus (ver 1 Coríntios 11:3).

Consequentemente, encontrar algo nesses escritos e alegar que ensinam que Jesus é Deus é utilizar e citar de forma errônea o que esses autores disseram.  O que escreveram deve ser entendido no contexto de sua crença de que Jesus é uma criatura de Deus como eles disseram claramente.

Vemos então que alguns dos escritores posteriores tinham uma visão superior de Jesus, mas nenhum dos escritores da Bíblia acreditava que Jesus é Deus.  A Bíblia ensina claramente que existe apenas um único Deus, o único a quem Jesus adorou (ver João 17:3).

No restante dos artigos exploraremos a Bíblia mais profundamente e lidaremos com as passagens que são citadas equivocadamente com mais frequência como provas da divindade de Jesus.  Mostraremos, com a ajuda de Deus, que não significam o que com frequência são usadas para provar.

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