“Deus disse: Que foi que te impediu de prostrar-te, embora to tivéssemos ordenado? Respondeu: Sou superior a ele; a mim criaste do fogo, e a ele do barro.”
Assim começa a história de racismo. Satanás
se considerou superior a Adão por causa de sua origem. Desde aquele dia
Satanás tem desencaminhado muitos descendentes de Adão para que também
acreditem que são superiores a outros, fazendo com que persigam e explorem seus
semelhantes. Com muita frequência a religião é usada para justificar o
racismo. O Judaísmo, por exemplo, apesar de suas origens no Oriente Médio,
passa facilmente como uma religião ocidental; mas a entrada de judeus em todos
os níveis da sociedade ocidental de fato trai a realidade elitista do Judaísmo.
Uma leitura piedosa do verso bíblico:
“Não existe nenhum Deus em todo o mundo, exceto em Israel.”
... sugere que naqueles dias Deus não
era adorado, exceto pelos israelitas. Entretanto, o Judaísmo hoje se mantém
centrado em sua ostentação de superioridade racial “escolhida”.
“Dize: Ó judeus, se pretendeis ser os favorecidos de Deus, em detrimento dos demais humanos, desejai, então, a morte, se estais certos!”
De modo inverso, embora a maioria dos
cristãos seja esmagadoramente de não-judeus, Jesus, como o último dos profetas
israelitas, foi enviado apenas para os judeus.[1]
“E quando Jesus, filho de
Maria, disse: ‘Ó Filhos de Israel! Em verdade, sou o mensageiro
de Deus, enviado a vós, corroborante de
tudo quanto a Tora antecipou no tocante às predições, e alvissareiro de
um
Mensageiro que virá depois de mim, cujo nome será Ahmad!”
(Alcorão 61:6)
E, da mesma forma, todo profeta foi
enviado exclusivamente para seu próprio povo. Todo profeta,
exceto Muhammad.
“Dize (Ó Muhammad): “Ó humanos! Sou o Mensageiro de Deus enviado para toda a humanidade”
Como Muhammad foi o Profeta e
Mensageiro final de Deus sua missão foi universal, pretendida não só para sua
própria nação, os árabes, mas para todos os povos do mundo. O Profeta disse:
“Todos os outros profetas foram enviados exclusivamente para suas nações, enquanto que eu fui enviado para toda a humanidade.”
“E não te enviamos, senão como universal (Mensageiro), alvissareiro e admoestador para os humanos; porém, a maioria dos humanos o ignora.”
Bilal, o Abissínio
Um dos primeiros a aceitar o Islã foi
um escravo abissínio chamado Bilal. Tradicionalmente os negros africanos eram
um povo inferior aos olhos dos árabes, que achavam que eles tinham pouco uso
além da diversão e escravidão. Quando Bilal abraçou o Islã seu mestre pagão o
torturou brutalmente no deserto escaldante até que Abu Bakr, o amigo mais
próximo do Profeta, o resgatou comprando sua liberdade.
O Profeta nomeou Bilal para chamar os
crentes para a oração. O athan ouvido dos minaretes em todos os cantos
do mundo desde então, ecoa as mesmas palavras exatas recitadas por Bilal. Assim,
aquele que antes era escravo humilde conquistou a honra única de ser o primeiro
muezim do Islã.
“E de fato honramos os filhos de Adão…”
Os românticos ocidentais aclamam a
antiga Grécia como o berço da democracia.[4] A
realidade era que, como escravos e mulheres, a vasta maioria dos atenienses
tinham negado o direito de eleger seus governantes. Ainda assim, o Islã
ordenou que um servo pudesse ser um governante! O Profeta respondeu:
“Obedeça a seu governante mesmo que seja um escravo abissínio.”
[1] A Bíblia concorda.
Relata-se que Jesus disse: “Fui enviado para as ovelhas perdidas da Casa de
Israel”. (Mateus 15:245). Assim, cada um de seus
famosos doze discípulos era um judeu israelita. A
única passagem bíblica na qual Jesus lhes diz para: “Vão e preguem a todas as
nações, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.” (Mateus
28:19), comumente citada para provar a missão gentílica e também a Trindade,
não é encontrada em qualquer manuscrito anterior ao século 16, e é considerada
“uma fraude piedosa.”
[2] Um dos nomes de Muhammad,
que Deus o louve.
[3] E enviamos para todas as
nações um mensageiro (dizendo): Adorai a Deus somente e afastai-vos das falsas
divindades. (Alcorão 16:36)
[4] A democracia é uma
invenção do Oriente Médio, vista pela primeira vez na civilização de Ebla no
terceiro milênio AC e então na Fenícia e Mesopotâmica durante o século 11 AC.
Não apareceu em Atenas até o décimo-quinto século AC.