Clinton Sipes, Ex-Cristão, EUA (parte 2 de 2)

A Busca pela Verdade

Começou na minha chegada à prisão federal.  Um afro-americano se ofereceu para me ajudar em minhas necessidades cosméticas.  Disse que era muçulmano e que muçulmanos eram ordenados a ajudar aqueles em necessidade.  Isso despertou meu interesse em checar essa coisa islâmica.  Entretanto, estava sob a impressão de que era uma religião exclusiva para afro-americanos.  Eu pensava: não tem jeito de me tornar muçulmano. Sou branco!

Ainda assim, pedi a esse irmão alguma literatura sobre o Islã.  Descobri sobre sua universalidade, como transcende cor, etnia e raça.  Soava real e puro.  Começou a me atrair.  Esse irmão me convidou para o serviço religioso de Jumu’ah (sexta-feira). Recebi um Alcorão e enquanto lia a tradução, senti sua pureza e verdade.  Não havia artifícios, fantasmas, misticismo, apenas entendimento claro e simples da “Verdade.” Quando ouvi o Adhan (o chamamento para oração), senti uma proximidade de Deus que penetrou meu coração e alma.

Depois de alguma pesquisa e estudo do Alcorão, descobri sua infalibilidade total, sem contradições.

Existem religiões baseadas na crença em certas ciências, deidades múltiplas, a religião de 3 deuses em um.  Eu era um homem de raciocínio e nenhuma delas fazia sentido para mim.

Aqui estava o Islã, baseado na crença em um Deus Único que criou a criação em si do nada, e o fato de que esse livro que estava lendo (Alcorão) não tinha uma vogal ou idioma mudados em mais de 1.400 anos era um milagre em si mesmo.  Sendo assim, me rendi à unicidade de Deus e à unidade do Islã.

O Cristianismo mudou e continua mudando, na Bíblia e nas doutrinas cristãs, e não pode nem pensar em reivindicar originalidade da Bíblia que é lida e ensinada hoje.

Existe apenas um Deus e uma Religião e a religião é “Submissão” ao Deus único.  Esse é o significado de Islã.

A Metamorfose:  Clinton Sipes em Abdus Salam (Servo da [Fonte de] Paz)

Como você leu, a vida de Clinton Sipes era de ódio, crime e violência, as mesmas coisas que levam à total destruição de um ser humano.

Depois de anos de falsidade, meias-verdades, seguindo outros na estrada, e então, dentro de um lugar (prisão) onde mais de um milhão de pessoas são desperdiçadas, o mesmo ambiente que um dia afiou minha raiva e ódio como o corte da gilete era agora o lugar onde o Islã me saudou e continuou a me transformar em um “Servo da [Fonte da] Paz.”  O Islã preencheu o vazio espiritual me ensinando meu começo e fim, me deu contentamento, uma paz, uma serenidade que essas palavras não podem descrever adequadamente.  Meu propósito é claro, minha direção é reta.

O Islã, através de sua verdade, me ensinou a humildade e a verdadeira adoração de Deus.  Aprendi que de Deus viemos e a Deus retornaremos.  Deus criou todas as coisas animadas e inanimadas, microscópicas e macroscópicas, o finito e o infinito.  Nada se cria, mas é criado por Deus.

No último dia, não importará se eu era negro ou branco, rico ou pobre, poderoso ou fraco, nem importará sobre toda a humanidade.  Será sobre os atos bons e maus que um indivíduo é pessoalmente responsável e será punido e recompensado de acordo.  Ninguém morre ou é punido pelos meus pecados ou recompensado pelo bem que eu possa fazer, exceto eu.  Sou responsável, devo responder quando perguntado.  Conscientizei-me dessa verdade e declarei abertamente: “Não existe deus exceto Deus e Seu último mensageiro foi o Profeta Muhammad-Ibn-Abdullah-Al-Mustafa.”  Assim, em essência, minha vida retornou à infância onde verdade e pureza começam!

A metamorfose agora fechou o círculo.  Encontrei a “Verdade” em Deus (todos os louvores são para Ele, criador da humanidade, anjos e gênios, de tudo que existe nos céus e na terra.  Deus (a Quem todos os louvores são devidos) tem [muitos] nomes e atributos, um atributo é Salam (paz).

O Criador, Originador da própria existência de paz.  Não existe paz, mas a Paz de Deus (a Quem todos os louvores são devidos).  Encontrei essa Paz, sou agora “Abdus Salam,”, o servo do Originador da única fonte de Paz... Deus, o Altíssimo, a Quem todos os louvores são devidos. 

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